terça-feira, 8 de junho de 2010

DISCURSO DE 8 DE JUNHO DE 2010



Ex.ma Sr.ª Directora,
Ex.mos Membros do Conselho Geral,
Ex.mos Senhores Encarregados de Educação,
Caros Colegas,
Estimados Alunos e Assistentes Técnicos e Operacionais:


Toda a comunidade viva é um todo superior à soma das suas partes, cuja acção recíproca, para ser eficaz e consequente, pressupõe naturalmente uma regulação normativa e axiológica consentânea com os seus objectivos, e sem a qual, aliás, não seria possível qualquer equilíbrio interno duradouro.
Assim sendo, e por maioria de razão, uma comunidade educativa não pode prescindir do uso sistemático, criterioso e regulador do poder do símbolo, ou seja, do que sustenta anímica e eticamente o reconhecimento mútuo das pessoas que se entregam a uma causa comum: pais e encarregados de educação; assistentes técnicos e operacionais; alunos, professores e responsáveis da autarquia. É neste contexto hermenêutico que devemos compreender a função simbólica desta cerimónia. Com a sua repetição anual, em boa verdade, temos em vista (e sem receio dos «complexos ideológicos» do passado…) o reforço do sentimento de pertença à ESDAS e, de uma forma concomitante, a consolidação institucional da identidade da nossa escola.
Nas vésperas do Centenário da República, este é também um bom momento para unir vontades livres em prol da agência republicana por excelência, ou seja, a escola pública, cuja qualidade — e por força de agendas políticas mais ou menos ocultas — parece ser objecto de um permanente e desprezível saque ideológico. 
Porque não são, de facto, de bonança os ventos que desfraldam a nossa bandeira, torna‑se urgente defendê‑la enquanto instrumento insubstituível de coesão social e garantia de igualdade de oportunidades. Deste ponto de vista, é certo, a ESDAS serve de exemplo. Com efeito, aqui convivem alunos de diferentes origens e diversos percursos curriculares. Todavia, não queremos embelezar o discurso com a tinta cor‑de‑rosa da harmonia celestial. Seria até uma prova de lirismo serôdio ignorar as dificuldades advenientes de tanta heterogeneidade etária, socioeconómica e sociocultural. Mas trava‑se um combate quotidiano (e nele assenta realmente a riqueza desta comunidade) com vista à criação consistente de uma sã convivência entre todos. E desta estratégia integradora faz parte, está claro, o próprio Dia da Escola, que hoje se comemora. Daí a sua importância! Daí que estejamos juntos! Mais uma vez! A sétima vez! Que seja sempre!




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