quarta-feira, 30 de novembro de 2016

DIÁLOGO XIX


A — Deixa‑me sonhar!
B — Mas quem disse que eras tu o autor dos teus sonhos?






AUTOR: O Agnóstico
RELATOR: Eurico de Carvalho


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quarta-feira, 23 de novembro de 2016

MESINHA DE CABECEIRA [XXXIV]


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segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Uma Lição de Gastronomia


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ANUNCIAÇÃO

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O Problema da Edição de Poesia

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quarta-feira, 28 de setembro de 2016

A VACA MALHADA [VIII]


Caros leitores da Montr@ d@s Letr@s & d@s Idei@s,

já está disponível o oitavo número d’A Vaca Malhada! Aqui podeis encontrar um artigo da minha lavra: «O Fim da Escola» (cf. pp. 20‑21).

Boas leituras!


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sexta-feira, 12 de agosto de 2016

MESINHA DE CABECEIRA [XXXIII]


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quarta-feira, 20 de julho de 2016

MESINHA DE CABECEIRA [XXXII]


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quinta-feira, 14 de julho de 2016

MESINHA DE CABECEIRA [XXXI]


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quarta-feira, 6 de julho de 2016

MESINHA DE CABECEIRA [XXX]



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sexta-feira, 1 de julho de 2016

Uma Entrevista sobre Poesia

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MESINHA DE CABECEIRA [XXIX]


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segunda-feira, 27 de junho de 2016

A VACA MALHADA [VII]

Caros leitores da Montr@ d@s Letr@s & d@s Idei@s,

já está disponível o sétimo número d’A Vaca Malhada! Aqui podeis encontrar um artigo da minha lavra: «O Professor de Filosofia: entre Sócrates e Alcibíades» (cf. pp. 26‑27).


Boas leituras!

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quinta-feira, 9 de junho de 2016

MESINHA DE CABECEIRA [XXVIII]


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terça-feira, 3 de maio de 2016

METAMORFOSE





(À memória do escritor que capturou a décima primeira letra do alfabeto latino.)

Não são muitas as palavras que possuem o privilégio, desde logo, de remeter o ouvinte para um particular universo literário. Dessa família aristocrática faz certamente parte a que nos trouxe aqui. Não se afigura ser possível, com efeito, invocar a metamorfose — sem que perpasse entre nós a sombra subitânea de um peculiar caixeiro-viajante. Quem não conhece a história de Gregor Samsa? Sabemos que um belo dia despertou — e não se reconheceu. Sem saber como nem porquê, transformara‑se num formidável insecto. Por obra e graça de Kafka, a estranha personagem (barata? besouro? escaravelho?) tornou‑se o pesadelo de milhões de leitores. Muitos deles, pelo menos, postos perante tal relato (kafkiano, doravante), não deixaram, nesse mesmo tempo, de recear — pela primeira vez — os dulcíssimos abraços de Morfeu. E, dormida a noite, com certeza que sentiram, ao acordar, o sublime alívio pelo facto de o espelho lhes devolver o costumeiro semblante. Tudo à volta, no entanto, passara a ter o perfume indiscreto de uma linguagem antiga e sacrificial. E assim se dizia adeus à falsa nova da inocência das coisas.
Outras transformações há, porventura, que nada devem à melancolia genial de um obscuro judeu de Praga. Existem realmente metamorfoses que não são pragas, mas maravilhas da Natureza. Veja‑se o caso paradigmático da crisálida, de que resulta, aliás, finda a primitiva condição larvar, o soberbo resplendor da borboleta primaveril. Do caçador que dela busque, então, a beleza esvoaçante, sob a imensa campânula do Sol, só queremos que, a manter‑se a imagem, falhe a rede. Tanto o homem quanto o lepidóptero, é certo, merecem a eternidade do movimento. Deixemo‑los, pois, correr, como se fossem pasto de um velho cinematógrafo, todo o campo tranquilo do olhar. 
Além da entomologia e das suas extravagâncias, quer literárias quer científicas, havemos finalmente de encontrar o melhor símile metamórfico. Onde? Nessa passagem luminosa, que já pertence ao reino da pedagogia, que traz o infante — aquele que ainda não fala — de regresso a si, isto é, à sua forma humana. Nessa mesma passagem, a da ignorância à sabedoria, sempre se repete o gesto que une as gerações, impedindo‑as precisamente de partir do zero. Do oleiro maior deste processo, em cujas mãos a nossa matéria se torna argila dócil, nem sequer urge dizer o nome. Basta apenas que se cultive em casa — dia a dia — a sua interminável homenagem.

Eurico de Carvalho
 In «O Tecto»,
Ano XII, nº 89,
 ABRIL/2016, p. 3.

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quinta-feira, 28 de abril de 2016

MESINHA DE CABECEIRA [XXVII]


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segunda-feira, 25 de abril de 2016



MESINHA DE CABECEIRA [XXVI]


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sexta-feira, 22 de abril de 2016

Um Novíssimo Artigo!


Caros leitores da Montr@ d@s Letr@s e d@s Idei@s,

já está disponível o primeiro número deste ano da Revista Aufklärung! Aqui podeis consultar um artigo da minha autoria: «Uma Poética da Vida Quotidiana — Guy Debord e a Internacional Situacionista» (cf. pp. 87‑104).


Boas leituras!

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quinta-feira, 14 de abril de 2016

MESINHA DE CABECEIRA [XXV]


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quarta-feira, 13 de abril de 2016

MESINHA DE CABECEIRA [XXIV]


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terça-feira, 12 de abril de 2016

MESINHA DE CABECEIRA [XXII]


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MESINHA DE CABECEIRA [XXI]


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segunda-feira, 11 de abril de 2016

MESINHA DE CABECEIRA [XX]


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sábado, 26 de março de 2016

«APEIRON» – REVISTA FILOSÓFICA DOS ALUNOS DA UNIVERSIDADE DO MINHO



Caros leitores da Montr@ d@s Letr@s & d@s Idei@s,

já está à venda o sétimo número da revista Apeiron! Trata‑se de um número que inclui vários artigos sobre filosofia, computação e inteligência artificial. De um total de nove, o primeiro é meu: «Será que as máquinas podem pensar? Da resposta cartesiana à crítica do Teste de Turing» (cf. a seguinte hiperligação: «APEIRON» – edição de março de 2016).



Boas leituras!

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quarta-feira, 16 de março de 2016

A VACA MALHADA [VI]


Caros leitores da Montr@ d@s Letr@s & d@s Idei@s,

já está disponível o sexto número d’A Vaca Malhada! Aqui podeis encontrar um artigo da minha lavra: «Funções ou modalidades de avaliação? — Eis a questão!» (cf. pp. 22‑23).


Boas leituras!

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segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

PARA UMA NOSOGRAFIA DO SISTEMA DE ENSINO

Um primeiro passo para a vera reflexão pode ser — simplesmente — a humílima tarefa de ouvir as palavras, retirando-lhes o pó do hábito que nos cega para o seu batimento cardíaco. Atentemos tão-somente em dois vocábulos: educação e escola. Haverá melhor lugar do que um espaço filosófico — pergunto eu — para refletir sobre o seu significado? Comecemos, pois. Que deve entender‑se por educação? Consultemos a etimologia: verifica-se a presença de «ducere», que em latim significa «conduzir». Assim sendo, a educação não é senão a condução do homem. Mas o ato de conduzir implica saber «onde se está» e «para onde se vai». Por outras palavras: a educação pressupõe um princípio fundamental e uma finalidade última. A sua determinação exige que se responda à sequente questão:
— Por que razão o homem precisa de ser conduzido?
Isso resulta apenas do facto de ele não surgir enquanto tal, ou seja, enquanto homem. Na verdade, o homem só se faz homem no meio de outros homens. Sem a condução de outrem, portanto, a qual se cumpre em nome de um certo ideal, o homem nunca poderia vir a ser o que realmente é: o único ser cuja natureza está na sua história. É própria do homem a falta original de algo que lhe seja naturalmente próprio. A sua indeterminação nativa — a sua miséria à nascença — é, pois, o princípio fundamental que justifica a existência da educação, cuja finalidade última salta à vista: tornar o homem humano. Não o sendo imediatamente, refém inicial relativamente à humanidade, o homem tem na educação o «medium» da sua humanização, que o orienta para o destino que é o seu: realizar-se a si próprio. Quer isto dizer, todavia, que há certamente o perigo de que ele não se torne o homem que é, que é próprio do homem correr o risco não só de não ganhar, mas perder a sua condição humana. Está a inumanidade atrás de si, sem dúvida, nessa figura imediata, infante, quase límbica, mas igualmente à sua frente, porventura liberta pela terrível imaginação de quem não sabe onde está nem para onde vai.
Agora, auscultemos o coração de um antiquíssimo lexema impoluto, mas que hoje, infaustamente, se tornou presa da hábil demagogia da alegre tribo internacional dos tecnocratas. Quero dar-vos a ver um signo helénico, que se tornou, pela via da sua latinização em schola, um termo universal, e cujas ressonâncias civilizacionais merecem a mais atenta escuta. Afinal, se prestarmos atenção à substância do étimo grego, será nosso o espanto, quando descobrirmos que o seu significado original aponta para a «ocupação de quem se encontra em descanso». Em si mesma, é verdade, num tempo que cultiva obsessivamente o trabalho, parece paradoxal a expressão. Qual poderá ser, de resto, essa atividade de quem permanece em repouso? Como pode estar ativo um sujeito que, aparentemente, nada faz? Avolumam-se as perplexidades, porque vivemos num meio cultural que privilegia falsas oposições, de que o binómio lazer/labor constitui a súmula insuportável. Para que lhes possamos responder, urge imolar estereótipos e preconceitos mediáticos. Há todo um espaço mental atravancado pela velha mobília do «aparelho ideológico do Estado». Há que limpá-lo, o que exige, pelo menos, a tremenda audácia cinzenta de um adversário hercúleo do dispositivo audiovisual de controlo cor-de-rosa das almas. Expulsemos, então, da nossa casa maior, a do pensamento, a criada de servir do poder! Não sejamos tímidos! Agarre-se a senhora pelo colarinho da estupidez, dando-lhe como destino o caixote do lixo! Realmente, para devolver o brilho original do santuário da cultura, não nos resta senão a longínqua possibilidade de uma ruína do espetáculo. Assim, se quisermos dar razão à língua natal do «amor ao saber», ter-se-á em mente a escola como «lugar do ócio». Tomá-la enquanto tal, neste século absurdo de um capitalismo triunfante, é já, sem dúvida, um ato de desobediência civil, tanto mais que nós, professores, queremos honrar diariamente essa agência maior da sociedade, pese embora a série fúnebre de fatores que ameaçam a sua integridade funcional: (i) a proletarização da classe docente; (ii) a desnaturação clientelar da relação pedagógica; (iii) a subversão assistencialista do paradigma escolar; (iv) a mercantilização dos valores cognitivos; (v) o inverno demográfico; e (vi) a desqualificação das funções sociais do Estado. Não há que ver nesta lista, no entanto, uma enumeração exaustiva, da qual, naturalmente, adviria o rompimento dos estritos limites de um simples artigo.
Ora, pesar a legitimidade das consequências desse mesmo ato de desobediência civil significa a recusa militante de todo o discurso neoliberal, responsável por esse ominoso incremento de uma política de mercantilização do sistema de ensino. Mas a escola não é uma fábrica, o que não implica que a atividade ociosa de quem nela habita se confunda com o exercício da preguiça, esse indigente intervalo entre duas jornadas de puro embrutecimento do espírito. Pelo contrário, o ócio apela para o que há, na humanidade do homem, de essencial: a disponibilidade para aprender e pensar. Consequentemente, querer alimentar o negócio — o que nega o ócio — a partir de uma desnaturação empresarial do universo escolar é próprio de fariseus. Tanto a escola como a fábrica são máquinas de projetar imagens sobre o mundo. Que a segunda esmague ideologicamente a primeira, eis o desastroso estandarte dos tempos que nos coube viver. Derrubá-lo é, por certo, não só um imperativo moral, mas uma exigência estética.

 In Vaca Malhada, Revista de Filosofia, nº 4 (Verão de 2015), pp. 23‑24.


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domingo, 24 de janeiro de 2016

O QUADRO NÃO É NECESSARIAMENTE PRETO

Resposta a João Álvaro


N’ A Vaca Malhada, no seu número três, tivemos oportunidade de publicar um artigo (assumidamente polémico) sobre a destruição ideológica da sala de aula tradicional (cf. pp. 33‑34). Ora, João Álvaro (doravante: J. A.) teve a generosidade bastante de o ler, mas não lhe coube igual quinhão (hélas!) de paciência hermenêutica. Em verdade, embora nos faça abertamente justiça, reconhecendo que aquilo que escrevemos não pode ser lido como uma defesa da «pedagogia do cacete e da mordaça» [sic], todo o seu texto se constrói, afinal, a partir da tentativa — fruste — de atirar pela janela (como diria Voltaire) o que não é capaz de fazer entrar pela porta. Na base desta prestidigitação cognitiva, encontra‑se, por certo, uma grande confusão conceptual, que gira precisamente em torno do binómio «politicamente correto/politicamente incorreto». J. A. toma‑o, de facto, como um mero sucedâneo semântico destoutro: «politicamente democrático/politicamente fascista». Trata‑se, porém, de um profundo contrassenso. Por muito que custe à mundividência de J. A., esse mesmo binómio atravessa visceralmente a própria democracia, não tendo, pois, uma dimensão transfronteiriça. Na realidade, o culto do que é «politicamente correto» não só nasceu no interior do campus universitário do país que se diz ser uma «democracia perfeita» (a estado‑unidense), como também se instituiu — em termos práticos — como uma espécie de «fascismo da linguagem» (com a devida vénia a Roland Barthes). Consequentemente, o que se configurava, de início, como um instrumento de combate à discriminação social — com vista à superação de estereótipos e preconceitos ­— tornou-se rapidamente o «leito de Procusto» da igualdade abstrata e das narrativas lineares. Disso mesmo é sintoma o discurso de J. A., designadamente, quando atribui, à revelia de qualquer base textual, uma cor particular (neste caso, negra) ao quadro da sala de aula, o qual, naturalmente, dentro do espírito do nosso artigo, não é necessariamente preto, podendo até, de resto, ser eletrónico, por força da evolução tecnológica do aparelho didático.
Em última instância, o que surpreende em toda a estratégia «politicamente correta» de colonização «democrática» do espaço da sala de aula é a manifesta incapacidade de distinguir o regime político da democracia, cujos sujeitos são igualmente soberanos perante a lei, e o universo pedagógico, inevitavelmente hierárquico, no qual, claro está, nem todos os sujeitos estão numa situação de igualdade relativamente ao saber. Se assim não fosse, aliás, a relação pedagógica, enquanto tal, tornar‑se‑ia inútil e desnecessária. Desta reductio ad absurdum resulta, portanto, a demonstração da nossa tese «politicamente incorreta».


In Vaca Malhada, Revista de Filosofia, nº 5 (Outono de 2015), pág. 22.

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sábado, 23 de janeiro de 2016

UM CASO EXEMPLAR: A DESTRUIÇÃO DA SALA DE AULA TRADICIONAL

Enquanto dispositivo cénico, a sala de aula tradicional foi objeto de uma desmontagem bem‑sucedida, mas cujos pressupostos pseudodemocráticos contribuíram objetivamente para a degradação da qualidade do processo de ensino e aprendizagem. No caso português, em particular, assistimos, imediatamente após o 25 de Abril, à perversa aliança entre o delírio ideológico e a urgência económica, tendo em vista a necessidade inadiável de responder à explosão da população estudantil. Como albergá‑la? Exigia‑se então uma resposta ágil, o que nos trouxe, por exemplo, o horror estético e a sobrelotação de algumas dezenas de escolas dos centros e subúrbios urbanos. Eis uma história que não esquecemos.
Dada a economia deste artigo, que não pretende ser politicamente correto, há de girar a presente reflexão tão‑somente em torno das peças‑chave da organização espacial da sala de aula tradicional. Vamos, pois, convocar à nossa presença as figuras do estrado e da carteira. Relativamente àquele, impõe‑se primeiro um olhar ergonómico, i.e., que o descreva apenas sob o ponto de vista das suas aptidões funcionais, sendo elas, pelo menos, duas, a saber: (i) garantir o contacto ocular entre as personagens da cena didática, resolvendo, à partida, eventuais constrangimentos advenientes da morfologia corporal dos seus intérpretes; e (ii) possibilitar o aproveitamento integral do quadro, enquanto instrumento incontornável do exercício magistral, libertando‑o, portanto, de quaisquer entraves à sua visibilidade plena. Como estamos a ver, o estrado desempenha, num plano arquitetónico, um papel estrutural, porquanto regula, desde logo, os focos da atenção discente, de que depende, claro está, a viabilização da relação pedagógica. Além disso, potencia, já num outro nível de análise, o «pathos da distância» (com a devida vénia a Nietzsche), sem o qual, realmente, toda a prática letiva corre o risco de um desvirtuamento psicagógico. Entre os seus mais evidentes e perniciosos sinais contemporâneos, de resto, devemos incluir a corrosão simbólica da autoridade cognitiva dos professores.
Por oposição ao estrado, que emerge como palco central do desempenho docente, a carteira constitui‑se, enquanto lugar do aluno, como o suporte «ortopédico» da atitude a docilidade (no sentido etimológico do termo) que dele institucionalmente se espera. Daí que lhe sejam particularmente próprias certas características coreográficas: acima de tudo, a sua realidade individual e inamovível; e, ainda, o respetivo alinhamento vertical. Tanto o estrado como a carteira formam assim um par que suporta funcionalmente a «ortopedia do espírito» que se consuma em plena sala de aula. Mas trata‑se de um regime monárquico que parece ser incompatível, segundo os novos sacerdotes da educação, com as promessas libertárias da democracia.
Para a destruição histórica desse par estratégico, que enquadra didaticamente a reciprocidade intrínseca entre dizer e perceber, não só contribuíram motivos políticos, mas também, como sabemos, pressões financeiras. Certo é que, por força de uma tal mixórdia causal, nasceu um monstro: o imenso frenesim da «louca da casa», a imaginação psicopedagógica, cuja histeria multiplicou de lés a lés experiências, inovações e «boas práticas». É o seu vero e real fruto o excesso de ruído e brilho que hoje contamina irremediavelmente a lusíada sala de aula.
A rasura absoluta do estrado é, por isso mesmo, a «passagem do Noroeste» dos defensores de um modelo educativo que promove a diluição das fronteiras entre ensino e aprendizagem. Por essa via romântica, que insiste em tornar equivalentes intervenções díspares (designadamente, a educação e a instrução), alimenta‑se a confusão de papéis e abre‑se o caminho para a irrelevância cultural dos curricula. Tudo isto é feito, aliás, com a inconsciência de quem imagina ser possível que um simples chavão «aprender a aprender» seja a via régia de uma viragem civilizacional. Na impossibilidade objetiva de uma creatio ex nihilo, não há didática (tradicional ou moderna) que possa sobreviver sem recursos «ortopédicos», i.e., que regulem as transações epistémicas e axiológicas dos intervenientes em todo o processo de ensino e aprendizagem. Sem essa regulação (monocêntrica ou outra), só nos resta o convívio com alunos «indóceis» (unicamente disponíveis, porventura, para a selvagem exploração dos conteúdos das redes sociais). Se for esse o caso, assistir‑se‑á ao irreversível e progressivo declínio da agência republicana por excelência: a Escola Pública.



In Vaca Malhada, Revista de Filosofia, nº 3 (Primavera de 2015), pp. 33-44.

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quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

MESINHA DE CABECEIRA [XIX]


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quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

MESINHA DE CABECEIRA [XVIII]


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terça-feira, 29 de dezembro de 2015

MESINHA DE CABECEIRA [XVII]


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segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

MESINHA DE CABECEIRA [XVI]


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segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

MESINHA DE CABECEIRA [XV]


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quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

A VACA MALHADA [V]


Caros leitores da Montr@ d@s Letr@s & d@s Idei@s,

já está disponível o quinto número d’A Vaca Malhada! Aqui podeis encontrar a minha resposta a João Álvaro: «O QUADRO NÃO É NECESSARIAMENTE PRETO» (cf. p. 23).

Boas leituras!


domingo, 27 de setembro de 2015

MESINHA DE CABECEIRA [XIV]


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sábado, 26 de setembro de 2015



Caros leitores da Montr@ d@s Letr@s & d@s Idei@s,

já está disponível o quarto número d’A Vaca Malhada! Aqui podeis encontrar um artigo da minha lavra: «PARA UMA NOSOGRAFIA DO NOSSO SISTEMA DE ENSINO» (pp. 23‑24).

Boas leituras!


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terça-feira, 1 de setembro de 2015

25 ANOS

1990‑2015

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domingo, 2 de agosto de 2015

MESINHA DE CABECEIRA [XIII]


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sexta-feira, 31 de julho de 2015

MESINHA DE CABECEIRA [XII]


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terça-feira, 14 de julho de 2015

MESINHA DE CABECEIRA [XI]


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segunda-feira, 13 de julho de 2015

MESINHA DE CABECEIRA [X]


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sábado, 4 de julho de 2015

MESINHA DE CABECEIRA [IX]


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sexta-feira, 3 de julho de 2015

DIÁLOGO XVIII





A — Do you speak English?
B — No, I don’t.
A — Yes, you do!



AUTOR: O Poliglota
RELATOR: Eurico de Carvalho


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terça-feira, 30 de junho de 2015

MESINHA DE CABECEIRA [VIII]


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segunda-feira, 29 de junho de 2015

CITAÇÕES DE LATÃO [II]





«19-1=18» diz ele pachorrentamente, enquanto a Grécia arde.

Silva, o contabilista-mor da Nação

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