quarta-feira, 11 de novembro de 2009

TÁBUA VI


internamente namorando por ocular intermédio dum próximo
e como ele satélite menor da mentira ou da lunar verdade
do nosso inteiriço casal de quarto almanaque vindo a ser
organograma incerto das paredes de vidro amanhã erguidas
aqui amor desobrigo o futuro de nos ter a nós ministério
dos estrangeiros o quartel maiúsculo da costura iniciada
em simples prol do indefeso conhecimento de um lar outro
para nunca mais marido ou mulher sabermos qualquer coisa
acerca dos primeiros nomes dos pássaros do muito inverno
onde filhos sob apocalipse denunciámos a presença do sol



EURICO DE CARVALHO





«TÁBUA VI». In O Tecto.
N.º 61 (Ano X). 2008 (Jun.), p. 11. 

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